quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Consciência e subconsciência como inspiração reprimida:

   "Eu estava dizendo que... É tudo mentira. Estou cheio de inspiração. Mas como posso saber o nome daquilo que quero? Como posso saber que, no fundo, não quero o que quero? Ou que, digamos, não quero de fato o que não quero? São coisas efêmeras, basta dar-lhes um nome, e perdem o sentido. Este derrama-se como água viva ao Sol. A minha consciência quer a vitória do vegetarianismo por todo o mundo, mas meu subconsciente morre por um bife suculento. E eu? O que quero?"

Stalker; Tarkovski, 1978.

Um comentário:

  1. O nosso querer é extremamente subjetivo e mutável. Na maioria da vezes acabamos descobrindo que, simplesmente, não precisávamos daquilo que queríamos.
    No final das contas é banal...

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