sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Novembro

oi,
parabéns pra ti. fiquei sabendo
ontem que teu aniversário foi antes de
ontem - confesso que
esqueci. não sou muito bom com
ontens e
datas, mas mamãe ainda
fala de ti,
às vezes. Eu vou
bem. novembro foi um mês
agradável e
sereno em grande parte de seus
dias. continuo bebendo pouca água e
abusando da mostarda. estive pensando em como as coisas são mutáveis e,
em sua grande maioria,
totalmente descartáveis. descobri
que penso cada vez menos 
em ti, e esse pensamento agora é tão indiferente quanto 
tudo.ainda abuso do álcool. meu
estômago ainda dói
bastante
e esses são provavelmente os últimos versos que
escrevo pra ti: acontece que todos nós rimos e
choramos e
morremos e trepamos, assim como
todos temos sonhos e
medos e alguns medo de sonhos e outros sucesso em recearem o
fracasso. é,
pode ser que estrada
bifurque, que o acaso se
esconda ou que fique pro há de
ser. afinal, tudo é tão
irrelevante e nosso existencialismo é tão paradoxalmente
abstrato.

2 comentários:

  1. à tempos não sentia prazer em ler algo.

    ResponderExcluir
  2. esses últimos versos...
    me parecem que fecham um ciclo com chave de ouro.
    ou não.

    ResponderExcluir

Ocorreu um erro neste gadget